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O que é UX (User Experience) e como ele pode ajudar o seu site a ter sucesso

07/01/2026
12 minutos de leitura
Autor Gabrieli Hilgert Rasche

Gabrieli Rasche

Marketing Lead na BASE Digital

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Neste artigo, exploraremos o conceito de UX e suas diretrizes essenciais, destacando a importância dessa abordagem para se destacar no mercado competitivo atual.



O que é UX do site?

O termo User Experience (UX), em português Experiência do Usuário, foi criado por Don Norman, pioneiro da área e cofundador do Nielsen Norman Group. Segundo o autor, o conceito se refere a tudo o que você pode experienciar com um produto ou serviço.

Assim, UX é a forma como você sente o mundo, como você experiencia a sua vida ou um sistema de computador.

“É um conjunto. É tudo”, afirma o autor.

O conceito é sobre pessoas. Portanto, não se limita ao mundo digital: ela se refere à percepção e aos sentimentos de uma pessoa ao usar qualquer produto ou serviço, seja uma cadeira, um site institucional de em uma empresa ou o atendimento em uma loja.

No contexto do design digital, a UX se concentra em garantir que cada ponto de contato com o usuário seja agradável, intuitivo, eficiente e com boa usabilidade.



Qual a importância do UX em um site institucional?

Se a Experiência do Usuário abrange a totalidade das interações, o site institucional pode ser visto como o principal ponto de contato de uma marca no ambiente digital. Não é apenas uma ferramenta online.

É no portal da empresa onde, muitas vezes, ocorre o primeiro e mais fundamental contato que valida (ou não) a percepção sobre uma empresa. Nesta primeira impressão, existem vieses cognitivos envolvidos que precisam ser considerados para o fortalecimento da marca.

A importância do UX neste contexto é profunda e estratégica:

1. É a expressão digital dos valores da marca

Para um profissional de marketing, a marca é um conjunto de valores e promessas. O site é onde esses conceitos se tornam tangíveis. Uma plataforma ágil, com uma jornada de conteúdo clara, materializa valores como eficiência e transparência. Em contraste, uma experiência confusa e lenta pode invalidar uma campanha inteira, comunicando desorganização e impactando negativamente a percepção da marca.

2. É um fator determinante na credibilidade e reputação digital

No funil de decisão, especialmente em B2B, um potencial cliente visita o site para qualificar a empresa antes do primeiro contato comercial. Uma experiência de usuário positiva e sem atritos funciona como um sinal claro de profissionalismo. Isso valida a credibilidade da marca e reduz a percepção de risco para o lead, tornando-se um fator decisivo para que ele avance para o próximo estágio.

3. É o ponto central da jornada do usuário

O site institucional raramente é o destino final; ele funciona como um hub estratégico que conecta e direciona a jornada do consumidor por múltiplos canais. Ele deve garantir que a transição de uma campanha de mídia paga para um contato comercial, ou de um post de blog para a inscrição em um webinar, seja fluida e coerente. A UX, nesse contexto, é o elemento que garante a performance e a coesão entre esses diferentes pontos de contato.

Portanto, investir na UX de um site institucional não é uma questão de estética, restrita ao design, mas de performance digital. É uma decisão estratégica que impacta diretamente a percepção da marca, a geração de leads e a construção de relacionamentos de longo prazo.



UX e UI: uma parceria essencial para o sucesso

No mundo do design digital, User Experience (UX) e User Interface (UI) são termos frequentemente usados. Embora tenham significados distintos, sua relação é de extrema importância quando se trata de oferecer ao usuário uma experiência satisfatória e envolvente. Enquanto a UX se concentra na experiência do usuário como um todo, abrangendo aspectos emocionais e funcionais, a UI se refere especificamente à interface gráfico-visual e interativa, como a disposição dos elementos, botões e uso de cores.

Para ilustrar a relação entre ambas, vamos considerar o desenvolvimento de um aplicativo de entrega de comida. A boa experiência do usuário incluiria, por exemplo, o aplicativo não travar nem demorar para carregar produtos e a assistente virtual responder o chat com agilidade e cordialidade. Ao mesmo tempo, a UI trabalharia para proporcionar uma interface atrativa e fácil de usar, com um layout organizado e botões de ação fáceis de encontrar.

Landing Page: Ju da Piracanjuba

Landing Page: Ju da Piracanjuba

BASE Digital



Princípios Fundamentais do UX

Uma boa experiência do usuário não acontece por acaso. Ela é o resultado da aplicação consciente de princípios que garantem que um site institucional seja funcional e agradável. Esses pilares orientam todas as decisões de design e desenvolvimento.

1. Usabilidade

A usabilidade refere-se à facilidade com que um usuário consegue interagir com uma interface para cumprir um objetivo específico, um job to be done. Um site com alta usabilidade é intuitivo, eficiente e tolerante a erros. Do ponto de vista de negócio, a usabilidade impacta diretamente a capacidade de um usuário completar uma ação desejada, seja preencher um formulário de contato ou finalizar uma compra. Se o processo for confuso ou difícil, a probabilidade de abandono aumenta drasticamente.

2. Utilidade

Enquanto a usabilidade se refere a "como" o usuário realiza uma tarefa, a utilidade se refere ao "o quê". Uma plataforma tem utilidade se ela resolve um problema real ou satisfaz uma necessidade genuína do usuário. Um site pode ser extremamente fácil de usar (alta usabilidade), mas se o conteúdo ou as ferramentas que ele oferece não têm valor prático para o público-alvo, ele falha em seu propósito fundamental. A utilidade é a base da proposta de valor de qualquer produto digital.

3. Acessibilidade

Acessibilidade é a prática de garantir que um site ou aplicativo possa ser utilizado por todas as pessoas, independentemente de suas habilidades físicas, cognitivas ou das tecnologias que utilizam. Isso inclui, por exemplo, usuários com deficiências visuais que dependem de leitores de tela ou pessoas com limitações motoras. Investir em acessibilidade (seguindo diretrizes como a WCAG) não é apenas uma obrigação ética e legal, mas também uma decisão de negócio inteligente, pois amplia o alcance do público e melhora a experiência para todos os usuários.

4. Web Design Visual no digital

O design visual vai além da estética; ele desempenha um papel funcional determinante na experiência do usuário. Uma hierarquia visual clara guia o olhar do usuário para as informações e ações mais importantes. O uso consistente de cores, tipografia e espaçamento, alinhado à identidade da marca, constrói confiança e profissionalismo. Um design limpo e organizado reduz a carga cognitiva, tornando a interface mais fácil de processar e, consequentemente, melhorando a percepção de usabilidade.



O processo de UX Design: da análise ao desenvolvimento

Depois de compreender o conceito de UX, é preciso entender como colocar em prática. O UX Design é um processo cíclico que utiliza dados e feedback do usuário para desenvolver portais na web que gerem valor tanto para o cliente quanto para o negócio.

O processo centrado no usuário é dividido em fases-chave, veja as boas práticas:

1. Imersão e Pesquisa (Discovery & Assessment)

A etapa inicial serve para coletar e analisar dados quantitativos e qualitativos sobre o negócio, o mercado e, principalmente, o comportamento e as necessidades do público-alvo, utilizando ferramentas como entrevistas, análise de métricas e pesquisas.

Discovery & Assessment. Desenho de telas para desenvolvimento de aplicativo móvel em um quadro branco.

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2. Definição e Arquitetura da Informação

Com os insights da pesquisa, a equipe define com precisão o problema a ser resolvido e os objetivos do projeto. Nesta fase, são desenvolvidos artefatos como personas e mapas de jornada do usuário.

A Arquitetura da Informação é estruturada para organizar o conteúdo de forma lógica, garantindo que os usuários encontrem a informação necessária com o mínimo de esforço.

3. Desenvolvimento e Prototipagem

Nesta fase, as hipóteses de solução são geradas e visualizadas. A equipe de design cria wireframes (estruturas de baixa fidelidade) e, em seguida, protótipos interativos de alta fidelidade que simulam a funcionalidade e a interface final do produto para validação.

4. Testes de Usabilidade

Antes da implementação, os protótipos são submetidos a testes com usuários reais. Essa etapa é essencial para identificar pontos de atrito, validar fluxos de navegação e coletar feedback direto para iterar e otimizar o design com base em evidências, mitigando riscos e custos de desenvolvimento.

5. Implementação e Análise Contínua

Após a validação do design, o projeto é encaminhado para a equipe de desenvolvimento. O trabalho de UX continua após o lançamento, com o monitoramento de KPIs (Key Performance Indicators) e o uso de ferramentas de análise para acompanhar o comportamento do usuário, coletar dados de performance e identificar novas oportunidades de otimização.



UX e SEO: o segredo por trás da performance digital

No passado, a produção de conteúdo estratégico para SEO (Search Engine Optimization) e UX eram vistos como disciplinas separadas. Hoje, são interdependentes. O objetivo principal deve ser fornecer aos seus usuários não apenas conteúdos relevantes conectados à intenção de busca na web, mas também a melhor experiência de página possível. Portanto, um bom UX é um fator crítico para um bom SEO.

Os algoritmos de busca, como os do Google, utilizam "sinais de experiência da página" (Page Experience Signals) para avaliar a qualidade de um site. Isso inclui fatores técnicos como a velocidade de carregamento (Core Web Vitals), a compatibilidade com dispositivos móveis e a segurança (HTTPS).

Além disso, métricas de comportamento do usuário, como a taxa de rejeição (bounce rate) e o tempo de permanência, funcionam como indicadores indiretos da qualidade da experiência. Um site que os usuários abandonam rapidamente sinaliza ao Google que a página não atendeu às suas expectativas.

Melhorando a Taxa de Conversão em portais

A Otimização da Taxa de Conversão (CRO) e o UX também andam de mãos dadas, especialmente porque a jornada do cliente não é linear e não cabe no funil. Uma boa experiência do usuário remove atritos que impedem a geração de leads ou conversão em vendas.

Por exemplo, um formulário de contato com poucos campos e instruções claras, um botão de "comprar" bem posicionado em um e-commerce ou uma proposta de valor evidente na página inicial são todos elementos de UX que guiam o usuário em direção à ação desejada, impactando diretamente os resultados de negócio.



4 mitos sobre Experiência do Usuário em sites corporativos

A crescente importância da Experiência do Usuário trouxe consigo diversas interpretações equivocadas. Esclarecer esses mitos é fundamental para tomar decisões estratégicas mais eficazes.

Mito 1: UX é apenas sobre deixar o site "bonito”

Realidade:

O design visual (UI) é um componente do UX, mas não o todo. UX abrange funcionalidade, usabilidade, utilidade e acessibilidade. Um site pode ser visualmente atraente, mas se for difícil de usar ou não resolver o problema do usuário, sua experiência será ruim.

Mito 2: UX é um processo caro

Realidade:

Não investir em UX costuma ser mais caro. Corrigir falhas de usabilidade após o desenvolvimento completo de um site tem um custo muito maior do que identificá-las em fases iniciais com testes simples. O UX é escalável e pode começar com ações de baixo custo, como pesquisas e análises de dados existentes.

Mito 3: A visão interna da empresa deve guiar o design

Realidade:

O princípio fundamental do UX é: "você não é o seu usuário".

Decisões de design baseadas em opiniões pessoais da equipe ou da diretoria são arriscadas. A abordagem correta é basear as decisões em dados, pesquisas e feedback direto dos usuários finais.

Mito 4: UX é um projeto com início, meio e fim

Realidade:

A Experiência do Usuário não termina com o lançamento do site institucional. É um processo contínuo de monitoramento, análise de dados e iteração. O comportamento do usuário e as tecnologias mudam, e um site de sucesso precisa evoluir junto.



Exemplos de UX na prática: cases da BASE Digital

A BASE Digital tem um extenso portfólio de projetos digitais onde a Experiência do Usuário foi um fator importante para impulsionar a performance digital dos sites institucionais de grandes empresas brasileiras, de diversas áreas. Confira alguns exemplo, por setor:

Educação

O site institucional do Instituto Ayrton Senna, organização sem fins lucrativos que atua como um centro de inovação na área de educação no Brasil, foi desenvolvido com base em UX e SEO.

O IAS buscava uma solução digital que pudesse suportar seu crescente volume de produção de conteúdo, oferecendo maior autonomia e segurança na gestão de informações e propagação para diferentes públicos.

Com novos componentes criados, o site agora permite compartilhar programas, projetos e pesquisas, fortalecendo o impacto positivo do Instituto na área educacional.

Site Institucional: Case Instituto Ayrton Senna
Cases do setor de educação

Indústria de Alimentos

Já no site institucional da Piracanjuba, uma das maiores indústrias de lácteos e alimentos do país, o foco foi criar um visual alegre e uma navegação intuitiva em conteúdos educativos, receitas e informações nutricionais de um portfólio de mais de 200 produtos. Garantir a acessibilidade também foi uma das preocupações da marca.

Piracanjuba: Site institucional uma das maiores indústrias de lácteos e de alimentos do Brasil.

Além do site institucional, a BASE cocriou com a Piracanjuba outros projetos. Um deles foi o site institucional de Emana.

A BASE reestruturou o blog institucional para transformá-lo em um verdadeiro Hub de Conteúdos, preparado para gerar tráfego qualificado e apoiar os objetivos de crescimento da marca. A entrega conectou conteúdo, performance digital e negócio em uma solução editorial sob medida.

Emana: Blog transformado em Hub de Conteúdos para impulsionar tráfego e apoiar o crescimento da marca de nutrição funcional.
Cases do setor de Bens de Consumo

Energia

Em Raízen Lubrificantes, o objetivo foi fortalecer a marca e a presença digital da Shell no Brasil. Foram criadas jornadas para diferentes públicos, além de páginas de produtos e um componente de FAQ para garantir uma boa performance digital.

Raízen Lubrificantes: Site institucional para a gigante mundial da bioenergia.
Cases do setor de Energia


Agronegócio

A experiência do usuário também pode ser uma grande aliada para impulsionar as vendas pelo site institucional.

O site institucional de Stara foi cocriado com a empresa por meio de um Discovery, que ouviu as necessidades dos clientes e da empresa antes de desenhar as páginas do novo portal.

Site Institucional: Case Stara

Uma demanda clara surgiu: a necessidade de visualizar os detalhes das máquinas agrícolas de forma mais imersiva.

Para atender essa necessidade, implementamos a visualização 360° das máquinas agrícolas, permitindo que os clientes pudessem explorar cada detalhe dos equipamentos diretamente pelo site da Stara.

Hoje, a ferramenta digital faz parte da jornada do consumidor. Foi criada para

uma necessidade expressa pelo cliente.

Com o site no ar, os vendedores da Stara relataram que a nova funcionalidade tem ajudado a converter mais vendas, pois os clientes conseguem avaliar melhor os produtos antes da tomada de decisão.

Outra funcionalidade importante do site de Stara é o mapa de Concessionárias e representantes comerciais. Ao buscar por país, estado e cidade, o cliente acessa a Rede de Concessionárias e Revendas exclusiva da marca e descobre onde fica a loja mais próxima de maneira rápida e intuitiva.

Também criados pela BASE, os sites institucionais das mais de 50 Concessionárias Stara são uma espécie de extensão do portal, seguindo a mesma identidade visual da marca e foco em performance digital, especialmente SEO.

Exemplos como esse mostram como análises periódicas de UX em sites institucionais podem ser aliadas para impulsionar as vendas de uma empresa: potencializando a experiência de navegação de clientes em processo de compra e facilitando a busca de informações variadas no portal da empresa.

Cases do setor de Agronegócio




Para desenvolver projetos como esses, a BASE integrou estratégia, tecnologia e experiência do usuário para construir soluções feitas sob medida para os desafios de cada setor, integrando múltiplos públicos e metas ambiciosas de cada nicho.

Em entregas como essas, cada escolha, seja na arquitetura de conteúdo, seja no design, seja na tecnologia, nasce do entendimento profundo do negócio da empresa. Esse sempre será o nosso ponto de partida para impulsionar a performance digital em sites institucionais e plataformas digitais.

Background

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Autor Gabrieli Hilgert Rasche
Sobre o Autor:

Gabrieli Rasche

Marketing Lead na BASE Digital

Gabrieli Rasche é Marketing Lead na BASE Digital, com experiência em Product Design, UX/UI, Design System e Marketing. Formada em Arquitetura e Urbanismo, levou sua visão estruturada para o design digital, onde une estratégia, experiência do usuário e comunicação. Na BASE, lidera a execução e otimização das estratégias de marketing, garantindo o alinhamento entre design, marca e performance digital.

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